Essas devem ser minhas ultimas palavras. Como se começa uma carta de despedida? Não sei... talvez nunca tenha feito, ou já fiz. Mas não em um caso tão esquisito como esse. Não estou bêbada nem drogada, nem "injetada". Estou limpa, de mente e alma. Só sei que esse poderia ser mais um dos meus domingos qualquer um daqueles em que fico nostálgica o dia todo, mas não é qualquer domingo. Não para essa carta. Quero escrever nas minhas humildes palavras, deixando cada gosto de minha vitória e fracasso; sinto minha alma saindo de meu corpo, sinto necessidade de algo que eu também não sei o que é. Mas sinto várias coisas, deve ser porque hoje é domingo ou porque me dói toda só estar sentada aqui, vendo minha vida passar e tentar relatar o gosto que ela me tinha. Não sei exatamente o que dizer, mas posso dizer com maior gosto que a vida é impura demais e talvez, tudo passe rápido demais, tão rápido! Mas das muitas noites de loucura, eu não me relembro de quase nada. São flashes que me vêem na cabeça ás vezes e eu me sinto muito estranha, porque em minha memória sempre tão boa e inquieta, das certas bocas que eu beijei nem sequer lembro o rosto, male-má o nome; gosto e cheiro de muitos sexos e amores impulsivos, que podem ter sido um dos melhores eu requer me lembro, em minha mente bagunçada e em minha vida tão cheia de altos e baixos. Porque é assim, a vida escorre rápido demais e talvez essa seja toda a magia e o efeito das coisas; e pra se lembrar de tudo, é necessária uma mente sóbria e aliviada. Coisa que nunca tive. Sempre fui confusa demais e drogada demais, achei que um dia morreria de overdose e não de tristeza. Queria ter uma oportunidade de ter duas vidas, uma vida puta louca e uma sã de santa alma; porque uma pessoa sã de santa alma tem o toque, o cheiro indecifrável, os gemidos que não se esquece, as loucuras de amor, os beijos inesquecíveis, dias de amor, dias de sol, dias de chuva, dias de puro e intenso amor... mas também haveria a dor e sofrimento, mesmo que de maneira mais leve. Agora uma pessoa puta louca, vagamente se lembra de coisas que eram pra ser inesquecíveis, e aí que mora o perigo. Mas acredito eu, que fui de tudo um pouco. E o que resta em mim e de mim é felicidade. Adeus mundo, fique com minhas palavras e minha felicidade de ter chegado até aonde eu pude.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
C.F.A
Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser; pelo que perdi de mim, pelo ontém morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar á ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas as tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar, que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz, e só com ela, como um cão com seu osso. A única magia que existe, é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe, é a nossa incompreensão.
Aqualung - Good times gonna Come
Aqualung - Good times gonna Come
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Muito Obrigada
Meus parabéns, por conseguir fazer eu "me mancar", seu grandessíssimo filho de uma puta. Tava aqui pensando, e tentei fazer uma apologia à tudo o que eu acho que você deveria saber. Acho que paciência é uma virtude. Ninguém é melhor que ninguém. "Sem humildade, qualquer vitória alcançada, não é vitória". Acho que quem tem muitos amigos não tem nenhum, e que não se deve confiar em ninguém mais do que se confia em si mesmo. Pessoas deviam tentar compreender mais umas ás outras, abraços dados sem amor não deveriam ser chamados de abraços, conversas deveriam ter ínicio, meio e fim. Mulheres inteligentes devem fazer com que o mesmo homem conquiste-as todos os dias, homens deveriam ser menos preguiçosos e dar conta disso. Desculpas deveriam ser pedidas se fossem de coração, e claro, Papai Noel não existe.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
E assim só
Eu descobri que quase tudo que já escreveram sobre o amor, era verdade. Shakespeare disse: "Encontro de amor, é jornada finda." Ah que ideia fabulosa! Eu mesma, nunca vivenciei nada remotamente parecido, embora acredite que Shakespeare possa ter feito isso. Eu acho que penso no amor mais do que qualquer um deveria. Fico sempre perplexa com seu enorme poder de modificar e definir a vida das pessoas. E foi Shakespeare quem disse: "O amor é cego", e isso, é uma coisa da qual eu tenho certeza. Para alguns, de maneira inexplicável, o amor começa a murchar. Para outros o amor simplesmente se perde. Por outro lado, claro, o amor pode ser "encontrado" mesmo apenas por uma noite. E há tambem um outro tipo de amor, o tipo mais cruel, aquele que quase mata suas vítimas, ele se chama: Amor não correspondido. A maioria das histórias de amor é sobre pessoas que se apaixonam umas pelas outras. Mas e o restante delas? E suas histórias? E aqueles que se apaixonam sozinhos? São todos vítimas de uma relação de mão única. São a maldição dos apaixonados. São os "não amados", os que caminham feridos, os deficientes sem uma vaga exclusiva. E assim, só.
Nada Demais
Fernanda Junqueira em um dicionário seria: Pessoa capaz de levar a paz para as pessoas com o seu dom de sorrir intensamente, e sua maneira de olhar em olhos alheios. É impossível para mim, não abrir um sorriso á coisas relacionadas a sua pessoa. Inexplicável são as sensações que vêm a mim toda vez que me lembro de você e não há como dizer que você não é você mesma o tempo todo. Sua felicidade é explícita quando está com quem gosta, sua energia chega no coração de todas as pessoas que estão por perto, e elas retribuem igualmente. Num resumo, você é um alguém mágico, e que na verdade não tem nada demais. Talvez isso, seja a magia toda.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Eu vou lembrar
Precisava de alguém pra me ocupar a mente. Precisava e queria me sentir flutuando, como se eu não precisasse mais voltar á realidade. Eu me lembro de cada ponto, cada vírgula, cada frase digitada ainda que não enviada. Indescritível. E quando você me fez crêr que eu não flutuava sozinha, soube que sentiria de novo,sensações que há muito tempo eu não acreditava mais existir. Precisava que as borboletas adormecidas em meu estômago despertassem, precisava sentir minhas mãos geladas impacientes por te ver, tocar você. Precisava te sentir perto. E não me importa quem você seja ou o quê você quer de mim, porque sejá lá o que for, já tens.
De mim, para mim
O indivíduo sempre teve que se esforçar
para não se deixar ser dominado pela tribo.
Se você fizer isso, frequentemente será solitário,
e algumas vezes terá medo.
Mas nunca é alto o preço a pagar pelo privilégio
de pertencer a si mesmo.
para não se deixar ser dominado pela tribo.
Se você fizer isso, frequentemente será solitário,
e algumas vezes terá medo.
Mas nunca é alto o preço a pagar pelo privilégio
de pertencer a si mesmo.
Assinar:
Postagens (Atom)

