quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Nós
Ela me conta do namorado, eu conto dos caras. Eu acho engraçado quando ela se refere á uma amiga do passado, e fala “ah, enjoei, ela era meio tosca” e olha pra mim com saudade. Ela também ri quando eu falo algo sobre um carinha, algo do tipo “ah, ele não entendeu nada”, e olho pra ela sabendo que ela também não entende, mas pelo menos ela não vai embora e me largar falando sozinha. Ou vai, mas sempre volta. Não temos ciúmes e nem posse porque somos pra sempre. Mentira, eu tenho, e muito! Mas ainda assim, somos pra sempre! Ainda que ela case, more na Bósnia, são quase 3 anos. Somos pra sempre. Ela conta das fotos que andou tirando, eu do novo seriado que tô vendo. Os mesmos há mil anos. Se ela me corta, é como se a frase que eu fosse falar fosse a mesma que ela. São quase 3 anos. É isso. Ela me viu de cabelo curto, natural, logo depois longo e curto de novo. Eu lembro dela de cabelo vermelho e alargador no segundo furo. Minha maior tristeza é que todo novo amor que eu arrumo, vem sempre com algum velho amor tão longo e bonito. E eu sofro porque com pouco tempo, não consigo ser melhor que o muito tempo. E de sofrer assim e enlouquecer assim, nunca dou tempo de ser muito para esses amores, porque estrago antes. Mas minha melhor amiga é meu único amor. O único que consegui. Porque ela sempre volta. E meu coração fica calmo. E ela vai comigo na pizzaria, e todos os meus amigos novos adoram ela, porque ela é naturalmente engraçada e gente boa. E todo mundo adora minha melhor amiga. E eu amo ela. E sempre acabamos suspirando aliviadas "alguém é bobo como eu, alguém tem esse humor" e mais uma vez rimos da piada que inventamos, das músicas idiotas que não saem da nossa cabeça, "jai ho". E esse é meu presente dessa fase tão terrível de gente indo embora. Quem tem que ficar, fica.
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