segunda-feira, 11 de outubro de 2010

24 de junho, 6h50

Uma cena comovente no cinema nunca me comoveu, uma canção intensa nunca me emocionou e no amor eu sempre acreditei pela metade, considerando que era impossível conhecê-lo de verdade. Mas eu nunca fui cínica, isso não. Simplesmente ninguém nunca me ensinou a expressar o amor que eu guardava dentro de mim, escondido, fechado para qualquer um. Mas ele estava em algum lugar, era só desentocá-lo... E eu procurei por ele projetando o meu desejo em um universo do qual o amor estava banido, e ninguém, ninguém mesmo, barrou minha passagem dizendo: "Não, menina, daqui não se pode passar." E meu coração ficou trancafiado em uma cela gelada, e era perigoso destruí-la com um só golpe: o coração ficaria danificado para sempre.

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